3º encontro do Ecossistema de Inovação de São Leopoldo foca na reconstrução pós-catástrofe climática

17 de junho de 2024 - 15:44

O Tecnosinos sediou o terceiro encontro do Ecossistema de Inovação de São Leopoldo, voltado aos projetos de (Re)Construção. Coordenado pela Governança do Parque Tecnológico São Leopoldo, o fórum reúne representantes de empresas, entidades de classe e órgãos públicos com o objetivo de impulsionar a reestruturação de São Leopoldo após a mais grave catástrofe climática de sua história.

O professor Marcos Lélis, coordenador do Grupo de Pesquisa Competitividade e Economia Internacional da Unisinos, compartilhou os primeiros resultados do estudo “Os efeitos na atividade econômica dos eventos climáticos de maio de 2024 sobre os municípios afetados do Rio Grande do Sul”. O levantamento, conduzido por Lélis e pelos professores Magnus dos Reis e Camila Flores Orth, analisou a realidade de cada cidade atingida. O evento climático acontecido em 2023 no Vale do Taquari serviu como comparativo para a metodologia utilizada.

Entre as cidades com maiores economias que foram atingidas pelas inundações estão Canoas e São Leopoldo com uma previsão de queda na arrecadação de 19,8% e 18,3%, respectivamente, em maio deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior.

Aumento da pobreza, desigualdade e migração de pessoas e empresas são apontados como consequências desse cenário. “Se o processo de recuperação não for consistente e não gerar confiança nas empresas e na população, o Estado pode entrar em um patamar de baixíssimo crescimento”, alertou Lélis.

O professor da Escola de Direito da Unisinos e advogado especializado em desastres climáticos, Délton Winter de Carvalho, enfatizou a importância dos municípios realizarem o Mapa de Risco. “Existem políticas de prevenção e precisamos garantir o cumprimento dessas leis. O direito pode auxiliar as entidades de forma inovadora nesta reconstrução”, afirmou.

Representantes da IXL-Center, consultoria especializada em inovação, participaram do encontro e apresentaram suas experiências no desenvolvimento de projetos e programas de aceleração de micro e pequenas empresas (MPEs). Já Élio Justo Silva, sócio da Justo Assessoria & Contabilidade, trouxe suas contribuições sobre o panorama tributário.

O presidente da ACIST-SL, Daniel Klafke, acredita que o Ecossistema tem evoluído em várias frentes, já que o desafio de reconstrução tem sido desafiador. “Precisamos reestabelecer a atividade econômica e nosso grupo tem potencial de prestar um excelente apoio neste momento”, disse.

O encontro contou ainda com a participação de representantes da ACIST-SL, Sebrae, Senac, Sicredi, OAB-RS, bem como das empresas HCL, SAP, Klabin SA, Voga Arquitetura, Gabster e Vila Rica.

Projetos estruturantes

Seis grandes projetos norteiam as ações do Ecossistema neste momento. O Projeto 1 irá buscar as opções de financiamento, crédito e investimentos disponíveis; o Projeto 2 será focado nas soluções tecnológicas oferecidas por empresas e startups; as soluções jurídicas estarão sob a responsabilidade do Projeto 3. Desenvolver respostas inovadoras sobre saúde coletiva norteará o Projeto 4 enquanto o Projeto 5 atuará com iniciativas voltadas às MPEs. O Projeto 6 tratará soluções para a educação.

Para a elaboração dos planos de ação dos Projetos, foram criados Grupos de Trabalho a partir das competências de cada integrante. Quinzenalmente, o Ecossistema irá se reunir para alinhar as propostas de cada GT.

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