“Nova conta deverá ser feita sobre o sistema de proteção pela quantidade de chuva de maio”, Antônio Geske, geólogo

5 de junho de 2024 - 14:11
Por Sônia Bettinelli/Juliano Palinha

Trinta dias depois do pior momento da catástrofe climática quando parte da cidade ficou debaixo de água, principalmente na região nordeste, norte, toda a Baixada e o Centro. Até o final de semana ainda havia água nas casas e nas ruas da Vicentina, Campina, São Miguel, por exemplo. No Berlinda News Entrevista desta quarta-feira (5) o superintendente geral de Urbanismo, João Henrique Dias e o  geólogo e diretor do controle das cheias, da Prefeitura de São Leopoldo, a partir de fotos do jornalista Juliano Palinha, explicaram o que aconteceu e porque aconteceu a inundação. “Se tivesse ocorrido o rompimento a catástrofe seria maior. O rompimento de uma barragem (o  dique é barragem) seria uma onda cheia, avassaladora  de mais de seis(6) metros em uma única vez” Antônio Geske.

Casa de bombas João Corrêa

A marcação vermelha mostra o buraco aberto para que os mergulhadores pudessem entrar para desligar os motores e o muro já havia rompido. O servidor que fica no local foi resgatado no telhado. Os dois pontos fluorescente nas duas bombas, onde segundo Geske e Dias, ocorreu a erosão.

“Houve transbordamento em vários pontos, com mais força nesses dois pontos dando início ao processo erosivo na crista do dique. E a partir disso a água foi pergolando, abrindo. Em São Leopoldo tivemos a mesma situação exatamente nas casas de bombas o que está sendo avaliado falhas no projeto para corrigir.” João Henrique Dias

Arroio Cerquinha na Campina

“Já estávamos fazendo uma licitação na Prefeitura para limpar toda a vegetação, fato que ocorre em todos os diques. Esse é um arroio como é o arroio Preto, em Novo Hamburgo, onde ocorreu o primeiro extravasamento. Os arroios Preto, Cerquinha e o Gauchinho, pela quantidade de água do rio, não conseguiram derramar suas águas no rio, ou seja, sofreram o remanso, mas sem descartar a quantidade de chuva em pouco espaço de tempo, 600 mm em 48 horas, além da corrente fora do normal. Se tivesse ocorrido o rompimento a catástrofe seria maior porque o rompimento de uma barragem, que o dique é, seria uma onda cheia de mais de seis(6) metros em uma única vez”, Antônio Geske.

Dique provisório

O dique provisório levou três dias para ser concluído. Segundo João Henrique, os caminhões percorriam 2,5 km de ré para levar as pedras até o local. Só depois iniciou a retirada das bombas da João Corrêa.

Sobre obras previstas

A Prefeitura de São Leopoldo firmou convênio com o  Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para a viabilidade de assinatura de um convênio que visa auxiliar e instruir os projetos de obras referente ao sistema de proteção de cheias (diques e Casas de Bombas) da cidade. Representaram o Instituto, o professor Joel Avruch Goldenfum, mestrado em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental e doutorado em Hidrologia e também o doutor em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental, Fernando Dornelles.

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