POR CÍNTIA MACIEL: Retratos de maio

1 de junho de 2024 - 07:48
Por Cíntia Maciel

Voltemos um pouquinho no tempo…
Quando enfrentamos a pandemia, em meados de 2020, ouvíamos a frase que muito ecoou em nossa mente: “Fique em casa!” E passamos a sentir na pele os efeitos de uma doença desconhecida, e o temido distanciamento social. Era um recado nos sendo dado. Uns entenderam. Outros, não.

Pois bem…
Agora, em 2024, as fortes chuvas que caíram sobre o Estado não pouparam ninguém: homens, mulheres, crianças, ricos e pobres, “todos no mesmo barco”, ou melhor, à espera de um para ser resgatado, para ser salvo. E a frase da vez: “Saia de casa!” Outro recado. De novo, muitos não entenderam.

Vidas foram desorganizadas pela força das águas, que ainda hoje impedem muitas pessoas de retornarem aos seus lares.

E maio, conhecido como o mês das noivas, das mães e de Maria, a Padroeira, ficará marcado em nossa memória como o mês da maior catástrofe climática que assolou o Rio Grande do Sul.

Foram perdas materiais e emocionais. E cada um, diante dessa tragédia, sabe o tamanho da sua dor.

Triste tudo isso. Muito triste mesmo. Mas seguimos confiantes desejando que com o baixar das águas, suba o nosso nível de fé e de esperança… E tenhamos a certeza de que dias melhores virão.

Que nossas expectativas não sejam frustradas. Que não percamos a vontade de sonhar, e sobretudo, a capacidade de acordar para realizar.

Famílias inteiras ilhadas. Casas destruídas. Sentimentos e emoções, literalmente, afogados por tudo isso.

Um dia olharemos para trás e nos certificaremos do quanto fomos (e ainda somos) fortes.

Esperançar é o verbo da vez, mais uma vez! Que a esperança seja, de fato, uma âncora em nossas vidas, pois ela nos fornece equilíbrio, e em “tempos adversos”, nos garante estabilidade.

Sejamos resilientes, assim como o cavalo Caramelo, que diante de uma situação difícil, utilizou sua força interior para se recuperar.

Tudo isso vai passar!

Cíntia Maciel – Professora, Educadora social e Escritora. Graduada em Letras (Universidade Luterana do Brasil), Pós-graduada em Neuropsicopedagogia, Supervisão Escolar, Docência no Ensino Superior e Atendimento Educacional Especializado (Faculdade UniSantaCruz).

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