“Faremos a melhor eleição possível”, Daniel Wobeto, secretário de tecnologia de informação do TRE/RS

28 de maio de 2024 - 14:10
Por Sônia Bettinelli/Juliano Palinha

O Tribunal Regional Eleitoral do RS (TRE/RS) não fala e nem trata do prejuízo financeiro para recuperar o sistema eleitoral para a eleição municipal  de seis (6) de outubro porque segundo o secretário de tecnologia da informação do TRE/RS, Daniel Wobeto, o prejuízo é ínfimo diante da tragédia da população. “Nossa preocupação é com a infraestrutura ou o que sobrou  nos municípios para realizar a eleição. O que será possível usar e o que teremos que buscar novos espaços. O TRE/RS trabalha e fará a melhor eleição possível dentro dessa calamidade, desse desastre climático que ainda estamos enfrentando”, disse Wobeto na primeira parte do Berlinda News Entrevista desta terça-feira (28).

Perdas total

“Temos três cartórios eleitorais com perda total – Arroio do Meio, São Sebastião do Caí e São Jerônimo – onde a água chegou ao teto. São Leopoldo foi o quarto mais prejudicado, mas as urnas não foram afetadas porque estavam no segundo piso. Igrejinha já recuperou e em Porto Alegre, o prédio principal teve o subsolo e o primeiro andar do atendimento ficaram com mais de um metro de água. Todo o sistema ficou desligado por uma semana e prejudicou o cadastramento dos eleitores.”

Urnas

“O TRE/RS terá todas as urnas necessárias para a realização do pleito. Está garantido pela Justiça Eleitoral de Brasília. O próprio TRE do Distrito Federal já se voluntariou para fazer parte da preparação das urnas lá em Brasília, isso é muito importante porque nossa preparação está atrasada.”

31 mil urnas

“Um dos espaços do TRE/RS em Porto Alegre está localizado no 4º Distrito, que é o depósito onde estavam as urnas. Mesmo aquelas que não foram atingidas pela água não serão usadas na eleição de 2024 por uma questão de segurança. Precisamos de 31 mil urnas para a eleição e desse total 27 mil estão no interior, a salvo.”

Transferência temporária de eleitores

“Nossa maior dificuldade, após a água baixar, é saber quais são os municípios que há dificuldade logística para fazer a eleição. Digo isso porque encontraremos locais de votação que deixaram de existir, assim como em alguns municípios uma parcela significativa da  população está desalojada e se fala nas cidades temporárias e isso tem que ser mapeado para que o TRE/RS possa organizar as sessões eleitorais usando alternativas que nos restam como transferência temporária de eleitores”.

Nada sobre adiamento

“No TRE/RS não há nada, nenhuma conversa sobre adiamento da eleição, inclusive porque adiar por alguns dias não faria a menor diferença e só causaria confusão. E entrar 2025 com prorrogação de mandatos de prefeitos e vereadores seria uma situação difícil.”

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