Segunda bomba anfíbia é instalada no bairro Campina e amanhã inicia a operação na Vicentina

18 de maio de 2024 - 18:10

O Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) de São Leopoldo colocou em funcionamento a segunda, das seis bombas anfíbias da empresa leopoldense Higra, para a drenagem das águas nas regiões alagadas da cidade. A operacionalização foi realizada no bairro Campina, próxima a Ponte sobre o Rio dos Sinos, junto a Dalleaço. A primeira bomba entrou em operação na tarde de sexta, no mesmo local. A capacidade de sucção da bomba anfíbia é de cerca de 3.300 litros por segundo, o que equivale a drenar três piscinas olímpicas por hora. O equipamento pesa cerca de 6 toneladas.

“Essas seis bombas que contratamos vão ajudar rapidamente a amenizar o sofrimento do nosso povo. Nós nunca vivemos uma tragédia dessas, uma situação dramática, as pessoas perderam tudo. Mas a gente está trabalhando muito. Em seis dias recuperamos nossos diques e vamos ser a primeira cidade atingida da região a retirar as águas da cidade”, afirma o prefeito Ary Vanazzi.

A equipe do Semae também trabalha na instalação da terceira bomba no bairro Vicentina, próximo a Casa de Bombas do Arroio da João Corrêa. O equipamento se encontra no local e entra em funcionamento neste domingo (19). “Está chegando o restante do material na João Corrêa para a partir de amanhã fazermos a montagem da bomba e colocá-la em operação na drenagem de toda aquela região da Vicentina. Amanhã chega a parte de elétrica, cabos e o gerador”, disse o diretor-presidente do Semae, Maurício Miorim.

Uma outra bomba anfíbia deve ser instalada na Vila Brás, com previsão de entrar em operação na terça-feira (21). Cada um dos três bairros receberá duas bombas anfíbias.

A decisão de começar a instalação da bomba pela Campina é para garantir o abastecimento de água tratada dos bairros da Zona Norte e também auxiliar na drenagem dos alagamentos no bairro Rio dos Sinos e ainda na parte Nordeste da cidade. A Vila Brás também deve ter uma diminuição considerável dos alagamentos, segundo os técnicos do Semae, uma vez que com a recomposição do dique próximo à Casa de Bombas da Santo Afonso, deve facilitar a drenagem com o sistema de bombeamento.

A Higra leva cerca de 48 horas para fabricar uma bomba anfíbia. O motor elétrico de 300cv, do tipo submerso, é acionado por meio de gerador. O Semae adquiriu as bombas de forma emergencial, num sistema de força-tarefa, pela equipe Higra e da autarquia. Isto para garantir que elas trabalhem na drenagem das águas da enchente, que ainda mantêm bairros inteiros da cidade submersos.

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