Evento extremos de chuvas no RS ainda é reflexo do El Ninõ, diz MetSul

30 de abril de 2024 - 14:11
Por MetSul Meteorologia

O Rio Grande do Sul experimenta um fim de abril com chuva extrema e enchentes com tendência de agravamento da situação no começo de maio, quando se espera ainda chova muito no estado, o que trará mais inundações e o aumento dos níveis de vários rios com a piora das enchentes em muitas comunidades.

As cenas deste fim de abril repetem aquelas vistas no segundo semestre do ano passado, no período inicial e depois do auge do evento de 2023-2024 de aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Assim, naturalmente as pessoas se perguntam se este evento de chuva extrema ainda está relacionado ao El Niño e se o fenômeno segue atuando.

De acordo com o último boletim semanal da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, a anomalia de temperatura da superfície do mar era de +0,8ºC na denominada região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Central, que é usada oficialmente para definir se há um El Niño na forma clássica e de impacto global. O valor está na faixa de El Niño fraco. Assim, oficialmente as condições de El Niño seguem presentes no Oceano Pacífico, mesmo que não intensas como no segundo semestre de 2023.

Maio vai começar com condições ainda de El Niño presentes na atmosfera e no oceano, o que explica em parte os extremos previstos para o mês no Centro-Sul do Brasil. A tendência é que no decorrer de maio as águas do Pacífico Equatorial se resfriem, o que deve levar ao final do evento de El Niño de 2023-2024 e a instalação de um quadro de neutralidade (sem El Niño ou La Niña). Não se antecipa La Niña antes do fim do outono ou o começo do inverno, entre junho e julho.

 

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