Grupo que usava garotas de programa e travestis para extorquir clientes é alvo de ação

23 de abril de 2024 - 11:18
Por Correio do Povo

O esquema em que um grupo criminoso aliciava garotas de programa e travestis para extorquir clientes é alvo da Polícia Civil, nesta terça-feira, em Canoas. De acordo com a instituição, a quadrilha chegou a expulsar o dono de um motel e se apropriou do estabelecimento.

São executadas 44 ordens cautelares, entre mandados de prisão temporária, buscas, sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias. Até o momento, quatro pessoas foram presas e uma adolescente foi apreendida. Houve ainda a apreensão de uma arma de fogo e de um veículo.

A investigação começou em novembro do ano passado, quando quatro criminosos armados tomaram conta de um motel na rua Liberdade, bairro Marechal Rondon. O dono, que administrava o espaço há mais de 30 anos, foi obrigado a deixar o local. Ele teve prejuízo superior a R$ 500 mil.

No lugar do proprietário, um traficante conhecido como “Balaca”, que está detido no sistema penitenciário em Santa Catarina, indicou a companheira para gerir o estabelecimento. O preso é vinculado a outro criminoso, investigado por comandar a quadrilha.

O líder do grupo soma 89 anos em condenações. Ele comandava o esquema dentro da prisão, até o final do ano passado, quando o poder judiciário autorizou o benefício humanitário para uma cirurgia fora do sistema prisional. Desde então, o paradeiro dele é desconhecido. As investigações prosseguem para localizar o fugitivo e apurar outros crimes correlatos.

Aliciamento e pagamento de taxa

A titular da 3ª DP de Canoas, delegada Luciane Bertoletti, explica que o grupo criminoso se apropriou do motel após controlar pontos de tráfico e de exploração sexual na localidade. O primeiro passo foi aliciar garotas de programa e travestis, que começaram a pagar taxas de no mínimo R$ 50 reais por noite aos traficantes.

“Houve um caso em que travestis se recusaram a ceder a quantia diária e foram alvo de tiros. A vítima foi baleada, mas acabou sobrevivendo”, disse Bertoletti, que comandou a investigação.

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