Africano, alemão, brasileiro a Império do Sol canta a miscigenação de 200 anos

3 de março de 2024 - 00:48
Por Sônia Bettinelli

O momento mais esperado da noite  para assistir o espetáculo da campeã da série Prata, em Porto Alegre, a Império do Sol, não concorre ao título municipal. Mas é avaliada pelos jurados como as demais porque concorre ao estandarte de ouro,

“Um Bicentenário com mais de 200 anos – São Leopoldo, a saga histórica da cidade povoada, amada e miscigenada” é o recorte escolhido  no Bicentenário.

 

Samba enredo

(Vinicius Brito, Vinícius Maroni, Inácio Rios e Chico Professor)

Guaraci beija a Pindorama
O rio trama com as montanhas
Dançando pro mar
O linho se entrelaça à melanina
E aos olhos da coroa
Faz de ninho este lugar

O vale mistura as cores
Saberes, sabores
Açores, africanos, Carijós
O vale se tinge de cores
Das dores, da fé

Na vila pulsa a vida capilé
Do horizonte, sonhos distantes
Às margens sinuosas do Itapuy
Embalaram a viagem imigrante
A terra é majestosa por aqui

A lida que semeia sesmarias
Na Feitoria, cultiva a saudade
A cidade floresce assim
E o trem que passa abraça o amanhã
Por um lugar ao sol…
Esse povo construiu
A colônia leopoldense, a primeira do Brasil

E a Império do Sol
Que brilha neste céu
Tua morada é São Léo
Sou alemão, africano, brasileiro
Originário, luterano, macumbeiro
Bato no peito, sou imperiano
A minha história tem mais de 200 anos

 

Notícia anterior
Próxima notícia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Escute a rádio ao vivo