Feevale e Estado fazem estudo para mapear o potencial econômico da cultura gaúcha

3 de fevereiro de 2024 - 08:38

A Universidade Feevale, em parceria com a secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, está mapeando o potencial econômico da cultura gaúcha. Os números da primeira etapa do estudo serão divulgados na próxima terça-feira, 6, às 14h30min, durante o 35º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria. A coletiva de imprensa acontecerá no galpão do músico e compositor gaúcho João Luiz Corrêa, na área central do Parque de Exposições Nicanor Kramer da Luz.

O estudo se propõe a medir emprego e renda gerados pelas tradições gaúchas, o que envolve segmentos como produção de erva-mate, mercado do cavalo crioulo, rodeios e atividades em Centros de Tradições Gaúchas (CTGs). “Temos hoje uma grande movimentação em vários eventos que a cultura gaúcha promove na economia do Rio Grande do Sul e nunca tivemos um estudo quantificando os impactos disso no Produto Interno Bruto (PIB)”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Ernani Polo.

Parte dessa cadeia produtiva é visível, como, por exemplo, fábricas de indumentária. Mas há detalhes que não se percebe, como o combustível gasto por frequentadores de rodeio para o transporte até as festas campeiras. O reitor da Universidade Feevale, Cleber Prodanov, diz que o estudo vai possibilitar diversos benefícios e servir de base para políticas públicas de fomento às tradições. “É um setor econômico e cultural extremamente importante, ligado à nossa identidade e ao nosso desenvolvimento. Como um gestor público vai propor uma política e dirigir recursos, transportar para o turismo, por exemplo? Tendo um estudo e trabalho sério e científico, com apoio de todas as entidades, e colocando no mapa do desenvolvimento do Rio Grande do Sul o gauchismo”, afirma.

Os dados estão sendo coletados pelo economista José Antônio Ribeiro de Moura, professor da Universidade Feevale. Segundo ele, o estudo envolve o tradicionalismo como um todo, mas em Vacaria serão apresentados os dados preliminares do que se refere a rodeios, desde as inscrições, até os gastos com indumentárias, produção artística e manutenção do animal. “Os rodeios se tornaram tão populares no Rio Grande do Sul, que são 3,2 mil festas por ano, uma média impressionante de mais de 60 a cada fim de semana”, ressalta. Ele acrescenta que também tem a questão do cavalo crioulo, do mate e de tudo o que o tradicionalismo representa para a economia do Estado. “Isso pode trazer benefícios para as entidades, tanto a partir leis de incentivo do governo, como de investimentos dos empresários, que podem obter um grande retorno se apostarem nesse segmento”, conclui.

Sobre o Rodeio

O 35º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria, o maior do Estado, será realizado de 3 a 11 de fevereiro, no Parque de Exposições Nicanor Kramer da Luz (Rua Fermino Camargo Branco, 790). São esperadas cerca de 500 mil pessoas, do Brasil e exterior, além de quatro mil competidores nos concursos artísticos e nove mil nas provas campeiras, em mais de 40 modalidades, como laço, gineteada e danças tradicionais. A premiação aproximada é de R$ 1 milhão.

A programação completa do evento pode ser acessada no site www.rodeiodevacaria.com. Os ingressos variam de R$ 10 a R$ 30, dependendo do dia da semana, e o passaporte para todos os dias custa R$ 150. Crianças até 10 anos têm entrada liberada. Os estacionamentos custam entre R$ 20 e R$ 40 e o passaporte para todos os dias R$ 270.

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