“Se tiver denúncia e prova, a gente vai abrir 2, 3,4 comissões e tratar igual”, presidente Marcelo Dentinho

13 de julho de 2023 - 14:40
Por Sônia Bettinelli

A sessão extraordinária que resultou na cassação do agora ex-vereador do PDT, Rafael Souza, ontem (12), ainda não havia encerrado e um dos assuntos nas redes sociais era sobre a possibilidade de mais casos de rachadinha na Casa. Isso porque na noite anterior Rafael Souza, disse no Berlinda News que caso fosse cassado (e foi) esperava o mesmo procedimento para mais integrantes do plenário. Porém ao ser questionado pelos jornalistas se sabia com certeza de outros casos  respondeu: “De ouvir falar nos últimos três meses”, disse Rafael que estava afastado da Câmara desde 22 de dezembro de 2022.

O assunto não só permaneceu como foi a primeira pergunta feita por internautas ao presidente da Câmara de Vereadores, Marcelo Dentinho (PTB), no Berlinda News Entrevista de hoje (13).  “Se as pessoas falam que tem mais casos de isso ou aquilo, tem que ter denúncia e prova. Se tiver a gente vai abrir 2,3,4 comissões e tratar igual, fazer o que é necessário. Mas repito, com denúncia formalizada na polícia, no Ministério Público, onde for mas com provas”, respondeu Marcelo Dentinho.

Na rede social pode tudo 

“Na Câmara, para nós da Mesa Diretora não chegou nada, nada de denúncia desse ou aquele fato de vereador. Na rede social pode tudo né, pode jogar o que é errado sem prova, sem nada e vai ficando e ninguém é punido por isso. Não recebi nada, não chegou nada. Se tiver realmente uma denúncia vai seguir o trâmite  como foi agora, a gente vai tocar.”

Voto secreto

“O voto secreto por cédula em casos de comissão de ética está na Lei Orgânica e Regimento Interno. Mas se o voto fosse nominal (cada vereador falando no microfone) meu voto seria o mesmo. Não acordo um dia e penso hoje vou votar assim ou não, voto de acordo com o que está provado. Tivemos muito cuidado, lemos todo o relatório, ouvimos as testemunhas.

Perguntas online

“Aliás o vereador Rafael Souza não teve nada negado durante o processo. Ele podia ter feito perguntas para as testemunhas pelo sistema online. Ele não podia se aproximar presencialmente das testemunhas por  medida judicial. Tanto podia que montamos na sala da presidência para ele perguntar online. Ele não quis, por isso faço questão de esclarecer que ele (Rafael) teve todo o direito de defesa.”

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