Presidente do Sindicontábil alerta que falta de contadores pode impactar o mercado nos próximos anos

24 de novembro de 2022 - 13:43

Não é de hoje que os diretores do Sindicato dos Contadores e Técnicos em Contabilidade do Vale do Sinos (SINDICONTÁBIL), alertam com a redução dos profissionais de contabilidade no mercado de trabalho. Em todos os programa da rádio Berlinda News que o presidente Paulo Roque Luiz participa o assunto é lembrado pelo dirigente. “É uma constatação. Esse profissional está cada vez mais escasso no mercado de trabalho. Precisamos agir imediatamente. Lá nos EUA já tem falta grave. Ou seja, o problema já é mundial”, reforça.

Essa semana o Conselho de Supervisão da Contabilidade de Empresas de Capital Aberto (PCAOB, regulador do setor nos EUA) identificou um declínio no número de pessoas que ingressam na área contábil e que fazem exames para certificação profissional. O mesmo Conselho afirma que há uma perda de interesse dos estudantes de contabilidade pela visão de ser uma profissão “chata”.

Por esse motivo, o setor está tentando reverter essa tendência através de anúncios publicitários para alunos do ensino médio e programas para reduzir o custo para tornar-se um contador público certificado. Outro ponto importante é enfatizar como a tecnologia e a inteligência artificial automatizaram muitas das antigas tarefas contábeis, abrindo caminhos para tarefas mais criativas, como a análise de dados, a assessoria a decisões de negócios e a caça a fraudes.

O setor pressiona o Congresso americano para que o financiamento de programas governamentais a cursos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês) também seja direcionado à contabilidade, sob o argumento de que agora também se trata de uma área de alta tecnologia.

A tecnologia está em praticamente tudo o que você faz na profissão contábil e os contadores públicos certificados gastam muito tempo com controles internos, controles de sistema, cibersegurança.

Segundo alguns especialistas, tais fatores não são locais sendo essa uma tendência mundial. A grave falta de mão de obra no setor pode piorar nos próximos dez anos, sendo essencial a retenção de bons colaboradores assim como investimento em tecnologias.

Notícia anterior
Próxima notícia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Escute a rádio ao vivo