Morador da Vicentina é o 1° caso de monkeypox (varíola dos macacos) em São Leopoldo

16 de agosto de 2022 - 16:50

Um homem de 38 anos, morador do bairro Vicentina, foi o primeiro caso confirmado de monkeypox (varíola dos macacos) em São Leopoldo. Ele contraiu a doença em São Paulo e buscou atendimento na Unimed de Novo Hamburgo. Nesse momento, o paciente segue em isolamento domiciliar até o desaparecimento dos sintomas.

Atendimentos

Os usuários com sintomas podem procurar a rede pública de saúde. Para orientar o fluxo de atendimento no município, a Secretaria da Saúde elaborou uma nota técnica sobre exames, sintomas e manejos dos possíveis casos. Todos os servidores receberam capacitação.

Prevenção

A população pode se prevenir fazendo o uso de máscara, higienizando as mãos e evitando contato direto e prolongado com pessoas suspeitas ou confirmadas para a doença. Havendo suspeita de caso em pessoa próxima, além do uso de máscara e da higienização das mãos, deve-se evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal, como toalhas, lençóis, roupas, copos e talheres.

Transmissibilidade

A transmissão ocorre por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados, sendo que o contato direto com a pele ou com objetos contaminados tem papel fundamental. A maior parte dos casos confirmados, até o presente momento, tem relação com o contato íntimo, envolvendo parceiros sexuais ou contatos intradomiciliares. O encerramento do período de transmissão ocorre na cicatrização completa de todas as lesões de pele ou mucosas.

Monitoramento de contatos

Em casos suspeitos de monkeypox, devem ser mapeados os contatos e monitorados quanto à presença de sintomas. O momento para identificação dos contatos é no próprio registro do caso suspeito. Os nomes e telefones são informados à Vigilância Epidemiológica, que realiza o monitoramento.

Tratamento

O tratamento vigente está baseado em medidas de suporte com o objetivo de aliviar

prevenir e tratar complicações, evitando sequelas. Os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente. É importante cuidar das erupções cutâneas deixando-as secar ou cobrindo com um curativo úmido para proteger a área, se necessário. Deve-se evitar tocar em feridas na boca ou nos olhos. Na maior parte dos casos, a monkeypox evolui sem gravidade, mas algumas complicações, como a infecção bacteriana secundária das lesões. É importante ficar atento a situações que possam indicar e complicações, tais como a persistência da febre nos casos em que este sinal está presente.

Definição de casos suspeitos

Caso suspeito: indivíduo de qualquer idade que apresente início súbito de lesão em mucosas e/ou erupção cutânea aguda sugestiva* de monkeypox, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo (incluindo região genital/perianal, oral) ou proctite, por exemplo, dor anorretal, sangramento, e/ou edema peniano, podendo estar associada a outros sinais e sintomas.

*lesões profundas e bem circunscritas, muitas vezes com umbilicação central; e progressão da lesão através de estágios sequenciais específicos – máculas, pápulas, mesículas, pústulas e crostas.

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