MONKEYPOX: Estado emite alerta epidemiológico e município qualifica equipes da Saúde

10 de agosto de 2022 - 20:14

Nesta quarta-feira (10), enquanto a Saúde de São Leopoldo reuniu as equipes para qualificação, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), publicou nota técnica com alerta epidemiológico sobre a situação da monkeypox, conhecida como varíola dos macacos, embora a espécie não seja a propagadora. O documento do Cevs reforça as medidas de vigilância epidemiológica a serem adotadas pelos serviços de saúde, tanto da rede pública quanto da rede privada, incluindo laboratórios e Vigilâncias Epidemiológicas municipais.

Embora São Leopoldo não tenha casos confirmados, a Saúde qualificou as equipes pois a doença encontra-se em transmissão comunitária em todo o país, e já tem nota técnica e protocolo de atendimento nas unidades básicas de saúde (UBS), Upa e Hospital Centenário.

O prefeito Ary Vanazzi participou da abertura do encontro realizado na Escola de Gestão Pública (EGP) do Centro Administrativo. “Tivemos uma postura corajosa e pioneira na covid-19 e, na sequência, com o sucesso da vacinação. Nada disso seria possível sem o protagonismo dos profissionais da saúde. Por isso propomos essa capacitação diante do surgimento da monkeypox no país. Nosso foco sempre envolve a prevenção e a orientação dos nossos funcionários”, destacou ao lado da secretária da Saúde Paula Silva.

ATENDIMENTO
Os usuários com sintomas podem procurar a rede pública de saúde. Para orientar o fluxo de atendimento no município, a Secretaria da Saúde elaborou uma nota técnica sobre exames, sintomas e manejos dos possíveis casos. A apresentação foi feita pelas servidoras Vanessa Backes e Ana Paula Cabral, da Vigilância em Saúde. “Considera-se que a maior parte dos casos será identificada em UBS da Atenção Primária ou ambulatórios e consultórios de urologia, dermatologia ou infectologia. No momento do acolhimento, recomenda-se que o paciente utilize máscara, receba orientação quanto à forma correta do seu uso e seja conduzido para uma área separada dos demais usuários, mantendo-se distância de 1 metro ou mais entre eles, enquanto aguarda o atendimento”, ressaltou Ana.

A população pode se prevenir fazendo o uso de máscara, higienizando as mãos e evitando contato direto e prolongado com pessoas suspeitas ou confirmadas para a doença. Havendo suspeita de caso em pessoa próxima, além do uso de máscara e da higienização das mãos, deve-se evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal, como toalhas, lençóis, roupas, copos e talheres.

TRANSMISSIBILIDADE

A transmissão entre humanos ocorre por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados, sendo que o contato direto com as pele ou com objetos contaminados tem papel fundamental. A maior parte dos casos confirmados, até o presente momento, tem relação com o contato íntimo, envolvendo parceiros sexuais ou contatos intradomiciliares. A transmissão via gotículas respiratórias usualmente requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas. Quanto ao início do período de transmissão, não há consenso, mas sabe-se que a doença já é transmissível durante o período prodrômico, ou seja, que antecede a manifestação da doença no corpo. O encerramento do período de transmissão ocorre na cicatrização completa de todas as lesões de pele ou mucosas.

MONITORAMENTO DE CONTATOS

Na suspeição de monkeypox, devem ser mapeados os contatos e monitorados quanto à presença de sintomas. O momento para identificação dos contatos é no próprio registro do caso suspeito. Os nomes e telefones devem ser informados à Vigilância Epidemiológica através de e-mail. O monitoramento será feito pela equipe da Vigilância Epidemiológica. Os contatos assintomáticos não necessitam de isolamento e aqueles que desenvolverem sintomas deverão ser avaliados e seguir a rotina para suspeitos, caso seja confirmada a suspeição. Em caso de suspeita da doença, deve ser realizado o isolamento imediato do indivíduo. Recomenda-se internação em hospital de referência, de acordo com a pactuação no território, nos casos em que o paciente apresente pelo menos um sinal de gravidade, ou condições que possam levar à gravidade, como a imunossupressão.

TRATAMENTO

O tratamento vigente está baseado em medidas de suporte com o objetivo de aliviar prevenir e tratar complicações, evitando sequelas. Os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente. É importante cuidar das erupções cutâneas deixando-as secar ou cobrindo com um curativo úmido para proteger a área, se necessário. Deve-se evitar tocar em feridas na boca ou nos olhos. Na maior parte dos casos, a monkeypox evolui sem gravidade, mas algumas complicações, como a infecção bacteriana secundária das lesões. É importante ficar atento a situações que possam indicar e complicações, tais como a persistência da febre nos casos em que este sinal está presente.

Existe uma vacina desenvolvida para a imunização contra o MPXV (MVA-BN). O Ministério da Saúde está em negociação com o Fundo Rotatório da OPAS para aquisição de vacinas, mas ainda sem prazos ou protocolos de uso.

DEFINIÇÃO DE CASOS SUSPEITOS

Caso suspeito: indivíduo de qualquer idade que apresente início súbito de lesão em mucosas e/ou erupção cutânea aguda sugestiva* de monkeypox, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo (incluindo região genital/perianal, oral) ou proctite, por exemplo, dor anorretal, sangramento, e/ou edema peniano, podendo estar associada a outros sinais e sintomas.

*lesões profundas e bem circunscritas, muitas vezes com umbilicação central; e progressão da lesão através de estágios sequenciais específicos – máculas, pápulas, mesículas, pústulas e crostas.

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