POR ELENILTO DAMASCENO: Sigmund Freud, o pai da Psicanálise

6 de junho de 2022 - 08:16
Por Elenilto Saldanha Damasceno é Professor, escritor e jornalista

Sigmund Freud (1856 – 1939) foi um famoso neurologista e psiquiatra austríaco, considerado o fundador da Psicanálise. Em seu romance de ficcionalização histórica “O cemitério de Praga”, o escritor, filósofo, linguista e semiólogo italiano Umberto Eco representa o então jovem médico a desenvolver os estudos, experimentos e procedimentos de seu novo método terapêutico. Freud implantou a hipnose no tratamento psíquico de histerias femininas. Através da técnica de hipnose, as pacientes desabafavam seus conflitos e traumas e eram induzidas a reagirem com novos comportamentos diante das dificuldades. Ressalte-se que, atualmente, o uso da hipnose é considerado bastante questionável, pois pode alterar profundamente a estrutura interna da personalidade do indivíduo que se coloque sob estado de condicionamento ou total influência de outra pessoa.

Posteriormente, Freud aprimorou seu método, o qual passou a ser denominado Psicanálise. O vocábulo grego “psyché” significa alma, espírito, intelecto. Logo, o termo “psicanálise” significa “análise da alma ou da mente”. Na Psicanálise, nada deve ser forçado. É um método de livre associação de ideias. A análise é feita com o paciente deitado em um divã, para facilitar seu relaxamento, e a terapia procura adaptar e fortalecer capacidades e defesas do indivíduo, estimular novos comportamentos e reações, construir características positivas de personalidade e modificar ou anular características ou influências negativas. O paciente é estimulado a desabafar e, a partir daí, compreender as causas de seus pensamentos e sentimentos.

Entre as principais obras escritas por Sigmund Freud, destacam-se “Introdução à Psicanálise” e “A interpretação dos sonhos”. Seus estudos sobre os sonhos fortaleceram a teoria e os tratamentos baseados na descoberta do inconsciente, o qual passou a ser o principal objeto de estudo da Psicanálise. Freud averiguou que muitos sonhos relatados por pacientes tinham ligações com as histórias de vida dessas pessoas, mesmo que de forma simbólica. Segundo essa teoria, todos os sentimentos vivenciados e reprimidos no dia a dia se depositam no inconsciente humano. Durante o sono, o indivíduo perde a consciência da realidade e o controle dos mecanismos repressores de suas emoções. O sonho, assim, aflora como um momento de desvario, psicótico, fora da realidade, mas extremamente saudável, pois permite a vivência simbólica de sentimentos reprimidos dos quais, às vezes, não se tem consciência.

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