Mais de 100 alunos sem aulas na Escola Helena Câmara, Cohab/Duque; faltam professores e monitores

17 de maio de 2022 - 14:17
Por Juliano Palinha

Quatro turmas da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professora Helena Câmara (32, 41, 42 e 52 do ensino médio), estão sem aulas no bairro Cohab-Duque em São Leopoldo. São mais de 100 alunos prejudicados, conforme o diretor,, Cesar Mauro, que esteve no programa Berlinda News Entrevista na manhã desta terça-feira (17). Além da falta de professores de Português e Educação Física, outras áreas essenciais, como as turmas que contam com alunos cadeirantes, sofrem sem profissionais. “Precisamos urgente de monitores. A escola conta com 15 alunos com necessidades especiais, três deles cadeirantes. Esse profissional é fundamental, principalmente para meninas, sem eles não tem como ir ao banheiro, por exemplo”, relata o diretor. As meninas recebem material de aula em casa, mas Cesar Moura diz que elas choram porque não podem ir para a escola.

Merendeiras e auxiliares de serviço gerais

Outra problema enfrentando na escola é a falta de merendeiras e auxiliar de serviços gerais. Com quase 700 alunos matriculados, segundo o diretor, há apenas duas profissionais para realizar todas as atividades na cozinha. “É muito difícil a gente administrar essa situação, são profissionais terceirizados que não depende da direção e sim do Estado para contratar”, lamenta o Cesar Moura.

Professores doentes 

O diretor relatou que muitos professores estão doentes. Já outros pediram transferências. “É muito sério a saúde metal dos nossos professores. Perdemos alguns por isso. O pessoal precisa entender de uma vez por todos que educação é investimento, portanto, precisamos cuidar dos nossos alunos e também dos profissionais da educação, entre eles os professores obviamente”.

Promotoria pediu lista de professores que faltam

Cesar Mouro diz que a escola foi chamado pela promotoria para dar explicação há 20 dias. “Tivemos uma conversa com a promotora, inicialmente tinha ver com o conselho tutelar, mas ela abriu essa possibilidade da gente encaminhar essas questões, principalmente da falta de funcionários que estão faltando. Foi solicitado uma lista com justificativa da necessidade que a escola está passando, que ela iria tomar uma decisão de nos ajudar”. 

Roubos e depredação

Outro fato destacado pelo diretor são as depredações e roubos nos finais de semana. “Por incrível que pareça a escola é invadida, não pelo alunos, mas por outras pessoas que sabiam que as câmeras estava desligadas na época. Até vassoura levaram. No mês de abril não houve um final de semana que não tivemos visitas dessas pessoas”.   

 

 

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