Pela 2ª semana consecutiva, região de São Leopoldo recebe Alerta de nível mais elevado de contaminação da Covid

2 de fevereiro de 2022 - 08:41

O Gabinete de Crise decidiu, em reunião realizada ontem, emitir Alerta, pela segunda semana consecutiva, para São Leopoldo e demais município do Estado que fazem parte das 21 regiões Covid do Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no Rio Grande do Sul. O Estado apresenta o nível mais elevado de contaminação desde o início da pandemia. Todas as regiões alcançaram o maior nível de incidência semanal, o que indica o risco de contágio generalizado em todo o RS.

Assim como se observa a elevação do contágio ao longo do mês, o número de óbitos também apresentou aumento, passando de 35 óbitos semanais ao fim de 2021 para 232 óbitos registrados na última semana de janeiro. Com isso, a taxa de mortalidade semanal se equipara aos níveis de agosto de 2021.

Na ocupação de leitos clínicos, em 30 dias, o número de internados no Estado passou de 269, entre confirmados e suspeitos, para 1.748. Esse ciclo de elevação só não supera a variação e a velocidade de crescimento do ciclo de março de 2021. No entanto, o aumento já é superior aos demais três ciclos de aumento (junho e julho de 2020, novembro e dezembro de 2020 e de maio de 2021). Em janeiro, houve média de 47,7 internados a mais em leitos clínicos por dia.

Também foi registrada elevação no número de internados em UTIs em todo o Estado, passando de 243 para 639 pacientes, entre suspeitos e confirmados. Com isso, a ocupação das UTIs passou de 48,5% para 61% ao longo do mês, retornando aos níveis de agosto de 2021.

A elevação de casos confirmados em 2022 repercutiu de forma moderada sobre os indicadores de internações em leitos clínicos, em UTIs e em óbitos, quando comparado a outros momentos da pandemia. Caso fosse aplicada a mesma letalidade aparente observada em março de 2021 sobre o número de casos observados em janeiro de 2022, o total de óbitos poderia superar 11 mil pessoas no Estado apenas neste último mês.

Com o avanço da vacinação, o número de óbitos, apesar da elevação, alcançou 412 vítimas. A imunização sobre as faixas etárias a partir de cinco anos, incluindo especialmente a dose de reforço para garantir maior imunidade, se mostra importante para reduzir a proporção de casos graves ocasionados pelo altíssimo contágio corrente.

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