CULTURA CAPILÉ: Du, Dinho, Eloisa e Alexandre falam sobre as expectativas para o Carnaval leopoldense

21 de janeiro de 2022 - 11:37

por Felipe Faleiro

O programa Cultura Capilé desta sexta-feira, 21, falou do Carnaval em São Leopoldo. Os convidados foram Dinho, da Acadêmicos do Rio Branco, Du, do Alambique Leopoldense, e Eloisa e Alexandre do Imperadores do Sul. Eles comentaram a respeito das ações realizadas pelas escolas de samba durante a pandemia, e ressaltaram que as atividades carnavalescas não pararam durante o período da Covid-19, ainda que de outra maneira, evitando ensaios presenciais, por exemplo.

“O movimento de Carnaval foi o primeiro a parar com a pandemia. O Carnaval não teve presencial, mas nossas atividades continuaram, mesmo que remotamente”, disse Dinho. São Leopoldo não cancelou as atividades relacionadas à folia para 2022, com o prefeito Ary Vanazzi decidindo aguardar o avanço ou eventual recuo da pandemia para decretar a realização ou não da festa, a princípio agendada para 5 de março. A medida é praticamente única na região, já que outros municípios, como Novo Hamburgo e Canoas, cujas prefeituras determinaram seu cancelamento.

Os representantes comentaram também sobre a retomada das atividades, bem como deram algumas pistas dos sambas-enredo que levarão para a avenida. “No Alambique, desde a metade do ano passado definimos o samba e o tema, juntamos o pessoal que vai ajudar. Fizemos um movimento ali por novembro, paramos em dezembro, e agora estamos esperando a retomada. Estamos em standby, esperando o momento para arrancar”, afirmou Du.

Eloisa salientou que, além do compromisso cultural das agremiações, o aspecto social também foi algo bastante forte. “Tivemos almoços solidários, distribuição de cestas básicas, a festa de final de ano com o helicóptero, todas as coirmãs da cidade se movimentaram para colaborar com [a diminuição das] dificuldades que vieram com a Covid. Temos ações internas, mas estamos pedindo a carteirinha de vacinação, até em tom informal. Temos medo sim, não vamos negar, mas a vida tem que continuar. Nós, os pequenos gestores, que estamos na comunidade, sentimos na pele as dificuldades dela”, disse ela.

Um momento de bastante emoção foi relembrar do ex-presidente da Acadêmicos, Daniel Silva, falecido no ano passado em consequência da Covid-19. “O sonho do presidente era colocar o Acadêmicos na rua, mesmo em outro plano, ele está nos acompanhando. O Daniel era uma pessoa que se dedicava muito, não tem noção do que ele arrecadou”, frisou Dinho.

Confira o programa completo a seguir:

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