Novo reitor da Unisinos aposta na empregabilidade para mudar vidas

20 de dezembro de 2021 - 15:49

O envolvimento do novo reitor da Unisinos com a área da educação começou quando ele tinha 14 anos. O primeiro emprego de Padre Sérgio Eduardo Mariucci, de 50 anos, foi em uma escola privada da sua cidade natal, Maringá, no interior do Paraná. Para auxiliar no sustento da família, Padre Sérgio realizava a limpeza dos ônibus de transporte dos alunos, bem como dos carros particulares dos funcionários e professores da escola. De família católica, imigrantes alemães, o novo reitor viu a infância ao lado dos seis irmãos passar com muitas dificuldades e, durante a juventude, escolheu iniciar a formação na Companhia Jesuíta, local onde aprendeu a valorizar ainda mais a educação, a cultura, a promoção da justiça, a empregabilidade e o humanismo.

No próximo dia 4 de janeiro, Pe. Sérgio assume o cargo de novo reitor da Unisinos, substituindo o Pe. Marcelo Fernandes de Aquino. Durante três anos, ele foi preparado diariamente para a nova função, trabalhando ao lado do atual reitor e demais colegas, buscando novos caminhos para fazer com que a Universidade siga avançando nos seus objetivos. Além de professor e pesquisador colaborador do Programa de Pós-Graduação em Design, diretor da Unidade Acadêmica de Graduação, ele também atua como secretário para Educação da Província dos Jesuítas do Brasil. A nova gestão, de 2022 a 2025, também contará com o primeiro vice-reitor leigo da história da Unisinos, o professor Artur Eugênio Jacobus, da Escola de Humanidades.

Para Padre Sérgio, a Unisinos, apesar de privada, não é uma geradora de riquezas, mas sim uma geradora de soluções, de conhecimento. Em sua gestão, o reitor pretende aproximar a sala de aula e os corredores da instituição à reitoria, empoderando todas as Escolas e tornando-as referência no ensino das suas áreas. Além disso, ele acredita que a universidade terá um papel fundamental no período pós-pandemia, especialmente na questão das altas taxas de desemprego. “A universidade precisa ser um dos agentes que irá propor soluções para problemas que surgiram durante o período da pandemia. Um exemplo disso é evasão educacional, em todos os seus níveis. Vamos precisar pensar, em conjunto com o poder público, soluções para a empregabilidade da população, principalmente entre os jovens que se encontram fora da universidade e do ambiente escolar. O papel da universidade é justamente ser esse elo de ligação”, destaca Pe. Sérgio.

Ordenado sacerdote em 2004, durante sua caminhada na Companhia de Jesus trabalhou como professor em escolas de Minas Gerais, Curitiba e Porto Alegre, além de lecionar também no Uruguai. Em 2014, esteve na Índia, realizando a Terceira Provação, último período de formação religiosa do jesuíta. Além das graduações em Filosofia e Teologia, é também mestre e doutor em Educação. Em Minas Gerais, desenvolveu trabalhos sociais nas periferias da cidade, com foco na empregabilidade da comunidade. Para ele, “empoderar a periferia é o primeiro passo para uma vida mais digna. Precisamos fazer com que a pessoa se entenda como cidadão, só assim ela conseguirá se inserir em ambientes dignos de trabalho e mudar de vida”, ressalta. “A educação também precisa garantir que o cidadão tenha dignidade para fazer as suas escolhas. Nesse cenário é que entra a universidade, que deve ser para todos aqueles que querem estudar na universidade”, finaliza.

Fonte: Imprensa Unisinos

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