“A pandemia ainda não acabou”, afirma o virologista Fernando Spilki

24 de novembro de 2021 - 19:19
Por Ana Paula Figueiredo

Entre os convidados do Berlinda News Entrevista desta quarta-feira, 24, o virologista e professor da Universidade Feevale, Fernando Spilki, que atentou para a situação da pandemia e a importância da vacinação para a Covid.

“Existe um levantamento nacional que vem sendo montado ao longo das últimas semanas e diz que 5% dos internos tem o esquema vacinal completo. Notamos isso em diferentes regiões. Praticamente não se vê indivíduo internado com terceira dose da vacina. Os internados são indivíduos que não se vacinaram de maneira alguma, ou não retornaram para a segunda dose”, afirma.

Somente no Rio Grande do Sul há entre 800 mil e 1 milhão de pessoas que não tomaram as duas doses ou apenas receberam uma, conforme aponta Spilki. Na faixa etária dos 19 aos 29 anos são cerca de 400 mil pessoas que não buscaram a segunda dose: “É a faixa etária mais móvel, está mais inserida no contexto de estudo, trabalho.” Ele diz que é preocupante, e que a evolução do vírus pode ser um problema no futuro.

Para Spilki, a vacinação tem sido um elemento fundamental para diminuir os casos de infectados pelo vírus e a letalidade no Brasil. Ele ainda destaca que, alguns países como Alemanha, tem tido novos casos em decorrência da despreocupação quanto aos cuidados.

“Foram muitos erros cometidos por lá, tiveram relaxamento enorme ao deixar de usar máscaras, além da lotação em muitos ambientes. A Alemanha em algum momento abandonou os testes de PCR e continuaram só com os antígenos, caiu o monitoramento”, avalia.

Tanto no exterior como no Brasil, Spilki atenta para as medidas de segurança que ainda devem permanecer: “A pandemia não acabou, é preciso cuidado. Que as pessoas estejam um pouco mais precavidas do que a normativa geral. Hoje há um pouco mais de liberdade, mas continuem usando a máscara, tomando os cuidados adequados.”

O virologista afirma que a vacinação anual para a Covid já é praticamente realidade, pois ainda podem ocorrer novas ondas do vírus, e o sistema de saúde precisa estar preparado com o reforço vacinal. Nas últimas quatro semanas houve flutuação de casos, com média de 500 novos por semana, sendo ramificações da variante Delta.

Spilki comenta que em alguns lugares do mundo um medicamento que promete ser promissor está começando a ser distribuído, com o objetivo de tratar já nos primeiros sintomas. “O Brasil está um pouco atrasado, mas a nossa medicação precoce é a máscara, a vacina e as medidas de bom senso”, pontua.

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