Sede da GCM deverá custar R$ 8,7 milhões em 48 parcelas de R$ 180 mil

7 de setembro de 2021 - 12:31
Por Sônia Bettinelli

O empréstimo de R$ 7 milhões no Badesul, para construção da sede própria da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Leopoldo, aprovado por maioria dos vereadores, deverá ser fechado em 48 parcelas de R$ 180 mil, com primeiro vencimento em setembro de 2022, totalizando em R$ 8.704.542,47 (incluídos juros e taxas).

É a projeção de financiamento calculada pelo Badesul, de acordo com a cartilha da instituição,  contendo as regras do financiamento, que é exclusivo para a área de Segurança Pública. Taxa Selic (hoje, 5,25%) + 4% ao ano.

Transparência

Os números acima foram levados aos vereadores pelo titular da Segurança Pública, Nestor Schwertner, na semana passada antes da votação definitiva da matéria. Isso mudou inclusive os votos dos vereadores Falcão (MDB) e Brasil Oliveira (PSD), que na 1ª votação foram contra ou se abstiveram pela falta de informações.

Oposição e governistas

Certamente essa informação poderia ter ido anexada ao projeto, inclusive porque existe a “possibilidade forte” que alguns vereadores governistas, assim como a oposição, não foram informados dos números e projeção do financiamento.

Difícil de entender

A pergunta que precisa de uma resposta é por qual motivo ou estratégia o sétimo andar não anexou a “projeção” dos empréstimos aos projetos enviados aos vereadores.  Ou será que a Caixa Federal –  que emprestará R$ 30 milhões à Prefeitura –  diferente do Badesul, não disponibiliza a cartilha com as regras e previsão de parcelas e valores?

Pauta para palanque eleitoral

Ao deixar de informar a projeção, o sétimo andar  parece apostar no voto contra da oposição para usar  como palanque nas eleições, repetindo 2019, com postagens nas redes sociais e nas comunidades dizendo que “esses vereadores são contra o calçamento nos bairros e periferia”.

Aposta na bolha da rede social

Como o sétimo andar e os governistas não explicam o motivo pela decisão de não informar números, segue a lacuna na população para realmente se posicionar e entender os votos no plenário. Isso faz com que siga o debate raso da bolha das redes sociais, o que não contribui em nada para o interesse das pessoas na verdade e transparência dos atos dos seus representantes.

 

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