Combate à violência doméstica : Do acolhimento para o tatame

30 de agosto de 2021 - 14:15
Por Sônia Bettinelli

Após mais de 15  anos atendendo  mulheres com cicatrizes externas e traumas psicológicos, as vítimas da violência doméstica, a delegada Raquell Peixoto, decidiu levá-las para o tatame. “O objetivo não é ensiná-las a aplicar golpes. É capacitá-las que se defendam dos ataques físicos dentro da própria casa, onde deveriam estar seguras e protegidas”, contou a titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Novo Hamburgo, hoje (30) no Berlinda News Entrevista, acompanhada  pela Escrivã de Polícia Juliane Juliane. Nesse momento, a delegada Raquel atende  interinamente a Deam de São Leopoldo, enquanto a delegada Michele está de férias. Confira alguns tópicos da entrevista.

Como surgiu a defesa pessoal?

Delegada Raquel – Após conferir a repercussão nas redes sociais de uma entrevista que concedi à imprensa regional, algumas mulheres queriam mais que a Medida Protetiva, queria aprender a se defender do agressor. Começou aí meu projeto de buscar parcerias para oferecer aulas de defesa pessoal.

Aula da delegacia

Ao contrário de uma academia, montei a sala na delegacia para mostrar às mulheres que o espaço é para elas se sentirem protegidas. Muitas mulheres tem medo de ir à DP.

Totalmente gratuito

Não há qualquer cobrança pelas aulas, assim como os professores não recebem nada. Não pode, inclusive porque agora deixou de ser o projeto da delegada Raquel. A Chefia de Polícia me chamou e criou o programa PC Para Elas. Sigo como coordenadora, mas é programa da chefia. Nas próximas semanas o programa chegará a Viamão, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, entre outros. O critério para escolha das cidades é da Chefia de Polícia.

“Infelizmente ainda temos 90% de subnotificação dos casos de violência doméstica. Estamos trabalhando, mas é um longo caminho para mudar isso. Por isso defende que esse assunto seja tratado na sala de aula”. Delegada Raquel

 

“O Papo de Responsa tem como objetivo trabalhar com os adolescentes para que eles não precisem ter um papo com a polícia, ou seja, chegar até a gente por algum problema. As meninas adolescentes precisam prestar atenção nas escolhas e não aceitar nenhuma violência”. Escrivã Juliane kuhleis

Confira a entrevista na íntegra acessando

 

 

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