Presidente do Butatan descarta terceira dose, mas fala em dose adicional

15 de agosto de 2021 - 17:05

Em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, explicou que existe confusão entre terceira dose e dose adicional, e que os estudos vêm apontando para a possibilidade de uma revacinação da população para melhorar a imunidade.

“As pessoas acham que quem tomou as duas doses teria que tomar uma terceira dose para complementar a imunidade. Não é o que tratamos aqui. Estamos falando de uma revacinação”, explicou. Segundo ele, estudos de segurança apontam para a imunização com duas doses, não sendo necessário uma terceira dose da vacina. Enquanto o vírus circular no mundo, porém, uma dose adicional de vacina pode auxiliar no combate à Covid-19.

De acordo com o presidente do Butantan, alguns países já estão iniciando seu programa de revacinação, como Chile, Israel, Estados Unidos e Canadá. Isso deve acontecer também no Brasil, assim que o público terminar de tomar as duas doses ou a dose única da vacina contra o SARS-CoV-2.

“A prioridade é terminar o esquema vacinal, o que leva à imunidade coletiva”, esclareceu Dimas. “É a imunidade coletiva que será capaz de resistir às variantes que venham a surgir no futuro”, esclareceu.

Entrega de doses

O Butantan entregou mais dois milhões de doses da Coronavac, vacina feita em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, ao Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com esse lote, já são 68.849 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 enviadas ao governo desde o dia 17/1.

 

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