Para virologista Fernando Spilki, suspender uso de máscaras é um risco, mesmo para quem já se vacinou

11 de junho de 2021 - 14:37
Por Juliano Palinha

O anúncio feito nessa quinta-feira (10) pelo presidente Jair Bolsonaro sobre uma possível desobrigação da máscara para quem já se vacinou e já teve Covid-19, surpreendeu a muitos, principalmente os virologistas brasileiros.

Para o professor da Feevale, Fernando Spilki, que coordena a Rede Corona-ômica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e se dedicada a rastrear mutações do coronavírus no país, a fala do presidente é um risco.

“É completamente inadequada, não há qualquer base em ciência para suspender o uso de máscaras nesses grupos nesse momento”, afirmou.

Ao site Berlinda o professor respondeu ainda mais três perguntas:

1. Quais sãos os riscos ao deixar de usar a máscara?

  • Spilki: As vacinas conseguem proteger bem das manifestações clínicas mais graves, mas não protegem da infecção, nem impedem a transmissão. O mesmo vale para pessoas que já tiveram Covid-19. Aliás, reinfecções ocorrem, as pessoas que estão atentas ao noticiário sabem disso.

 

2. E qual seria a porcentagem ideal do ciclo vacinal da população para liberarmos o uso da máscara?

  • Spilki: Baseado nos dados conhecidos da transmissão do vírus e em populações com vacinação avançada, sabemos que o índice para uma rotina mais segura é acima de 70% de vacinados com a segunda dose.

 

3. E qual o risco de internação por conta de uma nova contaminação para quem já recebeu as duas doses?

  • Spilki: O risco é diminuído, mas existe porque o vírus continua circulando de maneira muito alta. A vacina é um pacto coletivo, para que aumente a proteção individual precisamos que a maioria da população esteja vacinada.
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