Sindicontábil Vale do Sinos e setor gastronômico são contra o lockdown em São Leopoldo

20 de fevereiro de 2021 - 22:21
Por Sônia Bettinelli e Juliano Palinha

A possibilidade de São Leopoldo entrar em lockdown a partir de quarta-feira, dia 24, está provocando reações nas redes sociais e entre representantes dos setores produtivos. Na gastronomia, a crítica é pela falta de apoio e auxílio e de coordenação dos governantes. Já o Sindicontábil Vale do Sinos, que tem abrangência em 29 municípios do RS discorda totalmente.

“O Sindicontábil Vale do Sinos é totalmente contrário o lockdown. As  empresas cumpriram com rigidez todas as medidas adotadas pelos municípios e pelo Estado. Se adequaram, investiram na busca pelo Selo Seguro dos estabelecimentos e agora novamente vão pagar a conta? Temos 29 municípios, cada decisão municipal foi cumprida assim como as estaduais”, diz o presidente da entidade, Paulo Roque.

Ele destaca outras situações que vão dificultar ainda mais a vida dos empreendedores, com risco de mais negócios fecharem as portas. “No mês que vem, as parcelas do Pronampe começam a vencer e como irão pagar se novamente tiverem que fechar as portas?”, questiona Paulo Roque.

 

“Classe empresarial sempre sofre”

Integrante do Comitê Municipal como representante do setor gastronômico de São Leopoldo, André Rotta, diz que nenhum comerciante quer o lockdown.” A grande crítica do setor empresarial nem é a bandeira preta, mas sim a falta de apoio e auxílio de todas as prefeituras. Não é ser contra as medidas de restrição, o que o Poder Público precisa entender que a classe empresarial sempre sofre. Não é simples assim fechar e depois ver como ficará a  economia. Os governantes deveriam fazer ações coordenadas. Alguns municípios fiscalizam e outros não. Agora o litoral tá cheio de gente e nós  aqui com restrição”, critica André Rotta.

 

POSIÇÃO DA CDL e ACIST

O site Berlinda entrou em contato com a  Associação Comercial, Industrial e de Serviços de São Leopoldo (ACIS-SL), que informou que aguarda a publicação do novo decreto para fazer uma analise mais aprofundada sobre o tema, e Câmara de Dirigentes Lojistas de São Leopoldo (CDL), que ainda não se pronunciou.

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